Estrutura básica para combate à corrupção e crise de valores

Em tempos de escândalos envolvendo corrupção percebo que muitas organizações estão buscando reforçar suas estruturas de governança corporativa, investindo em recursos de auditoria, revendo seus processos, suas relações com fornecedores, investidores, mercados, colaboradores e a sociedade.

Porém, o alicerce fundamental de empresas, governos e outras instituições são as pessoas e, no mínimo, envolvem aspectos como a forma como essas pessoas encaram a vida, imaginam ou planejam seu futuro profissional, suas famílias e, como se relacionam em sociedade.

Fala-se muito no Brasil que a corrupção está arraigada e “faz parte” da nossa cultura. Façamos então a nossa parte para mudar este cenário. Sem demagogia ou falsas promessas, dando exemplos para os que nos cercam, da sua geração e, principalmente, das futuras gerações.

Seguindo a boa e velha regra de começar simples dou algumas dicas:

  • não furando filas;
  • devolvendo o troco a mais que lhe deram e não perceberam;
  • exigindo notas fiscais de produtos adquiridos e serviços contratados;
  • não use da criatividade para pagar menos impostos justificando discordar da elevada carga tributária;
  • não mentindo sobre a idade de um filho, somente para gastar menos;
  • consumindo serviços sem ser explorado pelos fornecedores, porém sem também abusar do serviço que contratou somente porque não concorda com o preço praticado;
  • e talvez a mais importante de todas, não faça algo errado somente porque ninguém está olhando.

Portanto, nestes tempos de crise de valores, penso que o caráter do indivíduo é a estrutura básica que deve receber os maiores investimentos, além de esforço individual e coletivo para desenvolvimento de competências baseado nas melhores e corretas práticas. Será que as empresas e profissionais perceberão isso em um futuro próximo?

Pense nisso e compartilhe conosco suas opiniões.

Até a próxima.

Uelinton Santos

Posted on 06/08/2015 in consultoria, negócios, the99

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